Baiano foi a um forró e tomou um porre daqueles inesquecíveis. Mesmo assim, tentou voltar pra casa, no meio da madrugada. Andou, andou, mas num aguentou: caiu todo enrolado na beira do caminho, e já caiu roncando.
Estava ele ali roncando no frio da manhã, quando uma cobrinha veio vindo, veio vindo, procurando calor, enfiou-se pela calça do baiano e acabou se aninhando no capinzal negro e enroscadinho que fica ali na altura da braguilha.
O dia amanheceu, ele acordou, esfregou os olhos, se sentou na beira do caminho e resolveu fazer o primeiro xixi do dia. Meio zonzo ainda, abriu a braguilha, meteu a mão lá dentro e, em vez do pinto, trouxe a cobra.
E olhou espantado pra aquela coisa na sua mão:
– Que é isso, Bidu? Essa boquinha eu sabia que você tinha, visse? Mas esses dois zoinhos, pra mim é novidade!










