O caipira chega pro Carlos Eduardo e fala:
– Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.
– Magina! Ela num trai eu, não. Cê tá inganado, sô!
– Carzeduardo! Toda veiz que ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.
– Duvido! Ele num teria corage.
– Mais teve! Pode cunfiri.
Indignado com o que o amigo diz, o Carlos Eduardo finge que sai de casa, se esconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta. Logo, vê sua mulher levando o Alcides para o quarto pra começar a sacanagem.
Mais tarde, ele se encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve. O Carlos Eduardo relata, cabisbaixo:
– Foi terrive di vê… Ele jogou ela na cama, tirou a brusa… E os peito caiu… Tirou a carcinha… E a barriga e a bunda dispencaro… Tirou as meia… E apariceu aquelas varizaiada toda, as perna tudo cabiluda. E eu, dendo guarda-roupa, cas mão no rosto, pensava: “Ai, qui vergonha que eu tô do Arcide!”.