– “Doutô, ocê é zoísta?”
– “Sou oculista.”
O caipira puxa a mulher:
– “Vamo imbora, que o pobrema é nos zóio!”
– “Doutô, ocê é zoísta?”
– “Sou oculista.”
O caipira puxa a mulher:
– “Vamo imbora, que o pobrema é nos zóio!”
Caipira mostra a fazenda ao amigo da cidade:
– “Ali foi onde eu nasci, aqui foi onde eu estudei e… ali debaixo da mangueira foi minha primeira vez.”
– “E o que ela disse?”
– “Beeee!”
Um casal de primos, Zezim e Mariazinha, caminhava pelo pasto de uma fazenda no interior de Goiás, até que viram um cavalo transando com uma égua, e Mariazinha, curiosa, logo perguntou:
– Primo Zezim, o que é aquilo?
– Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandando brasa!!!
– Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo Zezim?
– Aaaaara, Mariazinha, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô!
Passaram adiante, e tinha um bode transando com uma cabra; a prima Mariazinha perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta. Mais à frente, lá estava um boi pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio. Foi aí que Mariazinha perguntou:
– Ô primo, se eu preguntá uma coisa procê, ocê jura que num vai ficá chatiado?
– Craro que não, prima! Ocê pode preguntá!
– Ocê tá com o nariz intupido?
Dez anos depois, a moça do censo voltou àquela cidadezinha do interior mineiro e constatou que a população não tinha aumentado nem diminuído. Então, perguntou a uma velha moradora:
– Caramba! Como isso pode acontecer?
– É fácir! Cada vez que nasce um bebê, foge um rapaz da cidade…
Um fiscal de saúde chega à fazenda e pergunta ao matuto o que os porcos estão comendo.
– “Ah, eu dô resto de pão, comida azeda, qualquer coisa.”
– “Crime! Multa de dez mil!”
Um mês depois o fiscal volta: – “E agora?”
– “Tô dando caviar, salmão defumado, ração importada.”
– “Absurdo! Mais vinte mil de multa!”
Na terceira visita o fiscal pergunta de novo: – “O que está dando pros porcos comerem?”
– “Agora eu dou dez real pra cada um e eles que comam o que quiser… e onde quiser!”
Padre: – Você, Maria, aceita José como seu legítimo esposo?
Maria: – Aceito, padre!
Padre: – E você, José, aceita Maria?
José: – Aceito, mas só se ela prometê que vai pará de botá sal demais no feijão!
Diz que o mineirim tava no Ridijanero, abismado cas praia, sem camisa, aquele carção samba-canção, pés discarço.
Sem cueca pur dibaxo. Os carioca zombando, contando piadas de mineiro.
Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda a velocidade e deu um merguio, deu cambaiota, pegou jacaré e tudo o mais.
Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Todos na praia tavam olhando pro tamanho do pinguelo que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juei.
A turma nunca tinha visto coisa iguar. As muié c’um sorrisão, os home roxo dínveja, todos só tinham óios pro bicho. O mineirim intão se apercebeu da situação, ficou todo envergonhado e gritou:
– Que qui foi, uai?! Vão dizê qui quando oceis pula n’água fria, o pintim doceis num incói tomém?!
No leito de morte, Zé pergunta quantas vezes foi traído.
A mulher admite:
– Apenas três vezes. A primeira vez foi para readmiti-lo no emprego.
– A segunda para tirá-lo da cadeia.
– A terceira foi para conseguir 1.752 votos na eleição.
O chifrudo admirado:
– Nossaaa, muié, que dedicação!!!
Cumpadre Zé: – Cê ficou sabendo da invenção do Chico?
Cumpadre João: – Que invenção é dessa vez?
Zé: – Diz ele que fez um chuveiro que funciona só com água fria.
João: – Uai, mas chuveiro já não dá água fria quando não tem energia?
Zé: – Pois é! E ele ainda diz que cobra mais barato porque economiza na resistência.
João: – Essa é boa… e ainda deve funcionar no verão pra refrescar, né?
Zé: – Refresca tanto que a mulher dele deixou ele dormindo no curral!
Baiano do mato estava na roça, capinando, sentado num banquinho.
A mulher dele se aproxima, impressionada:
– Ô, meu rei, o que é isso? Onde já se viu capinar sentado?
E o baiano, se explicando:
– Pois é, bem. Tentei deitado, mas num deu!