Diz que o mineirim tava no Ridijanero, abismado cas praia, sem camisa, aquele carção samba-canção, pés discarço.
Sem cueca pur dibaxo. Os carioca zombando, contando piadas de mineiro.
Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda a velocidade e deu um merguio, deu cambaiota, pegou jacaré e tudo o mais.
Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Todos na praia tavam olhando pro tamanho do pinguelo que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juei.
A turma nunca tinha visto coisa iguar. As muié c’um sorrisão, os home roxo dínveja, todos só tinham óios pro bicho. O mineirim intão se apercebeu da situação, ficou todo envergonhado e gritou:
– Que qui foi, uai?! Vão dizê qui quando oceis pula n’água fria, o pintim doceis num incói tomém?!











