Crise na arte: coletiva internacional anuncia nomes polêmicos e deixa críticos perplexos
VENEZA – A prestigiada Bienal de Veneza foi palco de um dos anúncios mais bizarros da história da arte moderna nesta terça-feira. Durante uma coletiva de imprensa lotada, o recém-formado e já controverso coletivo de arte “Ruptura Sensorial” revelou a lista de seus membros fundadores, causando um misto de choque, confusão e risos abafados entre os jornalistas.
O curador do grupo, o enigmático italiano Giuzeph Kadura, iniciou a apresentação com um discurso sobre “desconstruir a fonética do comum”. A perplexidade começou quando ele anunciou o chefe de instalações performáticas, o artista conceitual brasileiro Cuca Beludo.
Seguindo o que parecia ser uma linha curatorial insondável, foram anunciados os demais membros: o especialista em esculturas cinéticas, o aclamado Jacinto Leite Aquino Rego; o fotógrafo de moda turco, Thomaz Turbano; a artista têxtil de ascendência latina, Paula Tejano; e a minimalista alemã, Deide Costa.
O clímax da confusão ocorreu com dois anúncios finais: a identidade do “muso inspirador” do coletivo, o modelo andrógeno Kiko Zinho Branco e Lindo, e o responsável técnico pela iluminação e efeitos especiais, conhecido apenas pelo seu nome artístico, Power Guido.
Ao final, um crítico do jornal Le Monde levantou a mão e, com a voz trêmula, perguntou: “Isto é uma manifestação artística ou o resultado de um trote telefônico que foi longe demais?”. A pergunta ficou sem resposta.











