Preguiçosos

Abuso

Casal de baianos na cama, jogando conversa fora, quando a mulher diz para o marido, bocejando:
– Ói, meu rei, eu vou dormir, visse?

E ele, lentamente:
– Jura, minha preta?! Logo agora, que eu preten-dia abusar de você.

A baianinha se reanima:
– Ah, é? Oxente, então abusa. Vai, abusa.

E o baiano, bem baiano:
– Eu posso?

– Pode!

– Então vai lá na cozinha, pega uma cerveja e uns tira-gostos de carne-de-sol.

Pesquisa no Rio de Janeiro

O pesquisador do IBGE pergunta ao carioca:
– Quantos irmãos vivos você tem?

– Três vivos e um que trabalha, doutor.

Baiano no médico

O baiano vai ao médico:
– E aí, amigo, qual o problema?

– Olha, meu rei… De noite, eu durmo muito bem. De manhã, também. É de tarde que eu tenho um pouco de insônia!!!

Será que tá chovendo?

Dois baianos estão estirados em duas redes estendidas na sala:

– Oxente! Será que tá chovendo?

– Sei, não, meu rei…

– Vai lá fora e dá uma olhada…

– Vai você…

– Vou, não, tô cansadão…

– Então chame nosso cão…

– Oxente, chame você…

– Ô Fernando Afonso!

O cachorro entra na sala, para e deita de costas para os dois.

– E então, meu rei, tá chovendo?

– Tá, não… O cachorro tá sequinho!

Decálogo Baiano

1. Viva para descansar.
2. Ame a sua cama, ela é o seu templo.
3. Se vir alguém descansando, ajude-o.
4. Descanse de dia para poder dormir à noite.
5. O trabalho é sagrado, não toque nele.
6. Nunca faça amanhã o que você pode fazer depois de amanhã.
7. Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa faça.
8. Calma, nunca ninguém morreu por descansar, mas você pode se machucar trabalhando.
9. Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
10. Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

Finalmente, lembre-se do ditado:
“Quem trabalha muito, erra muito; quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra; quem não erra é promovido.”

Ó pá í…

Casal de baianos deitados numa rede, se balançando, olhando a vida passar. De repente, o cabra:
– Ô neguinha, aqui em casa tem soro antiofídico, tem?

E ela, lentamente:
– Tem não, meu rei.

– Ô, neguinha, que pena.

– Pra que soro, hein, pra quê? Tu foi mordido de cobra?

E o fã de Caê e Jorge Amado, apontando pro batente da porta:
– Fui ainda não. Más ó só aonde ela já vem, ó!

Assaltante baiano

– “Ói, meu rei… (pausa)

– Isso é um assalto, visse?… – (longa pausa).

– Levante os braços, mas não se avexe não… – (outra pausa).

– Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado…

– Vá passando a grana, vá, mas passe bem devagarinho (pausa pra pausa).

– Num repare se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado.

– Não esquente, meu irmãozinho, (pausa), relaxe.

– Vou deixar seus documentos na encruzilhada. Massa? Joia!

Baiano no banheiro

– Meu rei, veja aí pra mim… A braguilha da minha calça tá aberta?

– Olhe… Tá, não…

– Então vou deixar pra mijar só amanhã…

Foi assim

Cabral, com aquela portuguesada toda, chegando à praia, pede a um nativo que o ajude a amarrar os barcos.

– “Vô não” – disse o minhoca da terra.

– “Qual o seu nome?” – perguntou o grande descobridor.

– “Bá!”

– “Se você me ajudar , eu colocarei o nome dessa terra de Ba-foi!”

– “Precisa não. Ponha Ba-ía”

Noticiário da TV

Quatro baianos assaltam um banco e param o carro alguns quilômetros à frente.

Um deles pergunta ao chefe da quadrilha:

– E aí, meu rei? Vamos contar o dinheiro?

– E pra que esse trabalhão? Vamos esperar o noticiário da TV.

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